Textos
A Indolência
A inercia do corpo que dormita
E a indolência do coração
Pesado onde já não habita
O gosto vivo da emoção.
Os dias passam e o ser errante
No próprio corpo se encerra
Preso ao temperamento infante
Sob o qual mais se enterra.
A preguiça lhe consome a vida
Sua triste falta de moderação.
Dessa viagem, acelera-se a ida
Rumo a estrada da danação.
Anda qual folha ao vento
Sem saber em qual direção,
Terá à lapide o testamento
De uma vida vivida em vão.
Mas, se corre sempre o tempo
Ainda também se demora
E nisto há ensejado momento
De mudar tudo numa hora.
Um dia coloca-lhe a vida
Nesta inevitável bifurcação,
Que por uma estrada decida:
Redenção ou conedenação!
Docke Lima
Enviado por Docke Lima em 24/10/2025
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